A praça é do povo como o céu é do condor!
Joaquim Nabuco
Um blog com textos edificantes, axiomas invioláveis e assertivas imponentes!!!
Oh, suave ironia dos malandros! Na baiúca havia alegria, parati, álcool, fantasia, talvez o amor nascido de todas aquelas danças e do insuportável cheiro do éter floral.
Não havia, porém, com que comer. Diante de Jesus, que só lhes dera o dia de amanhã, a queixa se desfazia num quase riso. Um quilo de carne para tante gente!
Talvez nem isso! Saí, deixei o último presepe.
De longe, a casinhola com suas iluminações tinha um ar de sonho sob a chuva, um ar de milagre, o milagre da crença, sempre eterna e vivaz, saudando o natal de Deus através da ingenuidade dos pobres. Como seria bom dar-lhes de comer, ó Deus poderoso!
Como lhes daria eu um farto jantar se, como eles, não tivesse apenas a esperança de amanhã obter um quilo de carne só para mim.
João do Rio, A alma encantadora das ruas
No que me diz respeito, jamais me entregarei de bom grado, e outorgando-lhe minha confiança, a qualquer dirigente público que não esteja compenetrado de que, ao conduzir um povo, conduz homens, homens de carne e osso, homens que nascem, sofrem e, ainda que não queiram morrer, morrem; homens que são fins em si, e não apenas meios; homens que são o que são, e não outros; homens, enfim, que buscam o que chamamos de felicidade.
Miguel de Unamuno