25.9.10

522. O círculo do desejo

Existe uma necessidade absoluta de se sentir desejado e neste círculo do desejo, é muito raro que dois desejos se encontrem e se correspondam, o que é uma das grandes tragédias do ser humano

Pedro Almodóvar

24.9.10

521. Dos amigos

Deus me defenda dos meus amigos, que dos inimigos cuido eu.

Voltaire

22.9.10

519. Do Livro do Desassossego - XXIX

A melhor maneira de começar a sonhar é mediante livros. Os romances servem de muito para o principiante. Aprender a entregar-se totalmente à leitura, a viver absolutamente com as personagens de um romance, eis o primeiro passo. Que a nossa família e as suas mágoas nos pareçam chilras e nojentas ao lado dessas, eis o sinal do progresso.

Fernando Pessoa

20.9.10

517. Do Livro do Desassossego - XXVII

Criar ao menos um pessimismo novo, uma nova negação, para que tivéssemos a ilusão que de nós alguma coisa, ainda que para mal, ficava!

Fernando Pessoa

19.9.10

516. Do Livro do Desassossego–XXVI

No momento em que sofremos, parece que a dor humana é infinita. Mas nem a dor humana é infinita, pois nada há humano de infinito, nem a nossa dor vale mais que ser uma dor que nós temos.

Fernando Pessoa

18.9.10

515. Do Livro do Desassossego - XXV

Em qualquer espírito, que não seja disforme, existe a crença em Deus. Em qualquer espírito, que não seja disforme, não existo crença em um Deus definido. É qualquer ente, existente e impossível, que rege tudo; cuja pessoa, se a tem, ninguém pode definir; cujos fins, se deles usa, ninguém pode compreender. Chamando-lhe Deus dizemos tudo, porque, não tendo a palavra Deus sentido algum preciso, assim o afirmamos sem dizer nada. Os atributos de infinito, de eterno, de omnipotente, de sumamente justo ou bondoso, que por vezes lhe colamos, descolam-se por si como todos os adjetivos desnecessários quando o substantivo basta. E Ele, a que, por indefinido, não podemos dar atributos, é, por isso mesmo, o substantivo absoluto.

Fernando Pessoa

17.9.10

514. Do Livro do Desassossego - XXIV

Viver não vale a pena. Só olhar é que vale a pena. Poder olhar sem viver realizaria a felicidade, mas é impossível, como tudo quanto costuma ser o que sonhamos. O êxtase que não incluísse a vida!…

Fernando Pessoa

16.9.10

513. Do Livro do Desassossego - XXIII

O povo nunca é humanitário. O que há de mais fundamental na criatura do povo é a atenção estreita aos seus interesses, e a exclusão cuidadosa, praticada tanto quanto possível, dos interesses alheios.

Fernando Pessoa

15.9.10

512. Do Livro do Desassossego - XXII

Reparo, também, que entre a vida dos homens e a dos animais não há outra diferença que não a da maneira como se enganam ou a ignoram. Não sabem os animais o que fazem: nascem, crescem, vivem, morrem sem pensamento, reflexo ou verdadeiramente futuro. Quantos homens, porém, vivem de modo diferente do dos animais? Dormimos todos, e a diferença está só nos sonhos, e no grau de qualidade de sonhar. Talvez a morte nos desperte, mas a isso também não há resposta senão a da fé, para quem crer é ter, a da esperança, para quem desejar é possuir, a da caridade, para quem dar é receber.

Fernando Pessoa

14.9.10

511. Do Livro do Desassossego - XXI

O mal das coisas da vida é que as podemos ir olhando por todos os lados… As coisas do sonho só têm o lado que vemos.

Fernando Pessoa

13.9.10

510. Criatividade

A incerteza e o mistério são energias da vida. Não as tema pois elas afastam o tédio e convidam a criatividade.

R. I. Fitzhenry

11.9.10

508. Das pedras

Os seres humanos sempre tropeçam em pedras, nunca em montanhas.

Emilie Cady

10.9.10

507. O perigo da luz

Aquilo que se propõe a dar luz, deve suportar a queimadura.

Viktor E. Frankl

9.9.10

506. Luz e sombras

Quando estiver caminhando pelo “vale de sombras”, lembre-se: a sombra é sempre criada por um foco de luz.

H. K. Barclay

7.9.10

504. Tempos difíceis e adversidades

As pessoas precisam de tempos difíceis e adversidades para desenvolver músculos psíquicos.

Frank Herbert

6.9.10

503. A arte de compreender

Os olhos veem apenas o que a mente está preparada para compreender.

Henri L. Bergson