24.10.10

549. Seje comunista!

Ser comunista, hoje, exige um ato de fé sobre-humana.

Paulo Francis

23.10.10

548. Erros & cagadas

Errar é humano, mas para se fazer uma monstruosa cagada é preciso de um computador.

Anônimo

22.10.10

547. Comissão

Uma comissão consiste de uma reunião de pessoas importantes que, sozinhas, não podem fazer nada, mas que, juntas, decidem que nada pode ser feito.

Fred Allen

21.10.10

546. Comida macrobiótica

A maior vantagem da comida macrobiótica é que, por mais que você coma, por mais que encha o estômago, está perfeitamente subalimentado.

Millôr

20.10.10

545. Comédia: a diferença entre o amador e o profissional

Um amador pensa que é engraçado vestir um homem como uma velhinha, sentá-lo numa cadeira de rodas e dar um empurrão na cadeira, para que ela desça uma ladeira feito uma bala e se esborrache contra um muro de pedra. Um profissional sabe que isso tem que ser feito com uma velhinha de verdade.

Groucho Marx

19.10.10

18.10.10

17.10.10

542. A civilização e suas armas

As armas do civilizador são o álcool, a sífilis, as calças e a Bíblia.

Havelock Ellis

16.10.10

541. O poder da observação

O poder da observação acurada é geralmente chamado de cinismo por aqueles que não o possuem.

Bernard Shaw

13.10.10

540. Pathos chinês

Uma pessoa comum maravilha-se com coisas incomuns; um sábio maravilha-se com o corriqueiro.

Confúcio

12.10.10

539. Dos erros

Com toda a probabilidade, cada habilidade e cada filosofia já foi descoberta muitas e muitas vezes e novamente sucumbiu.

Aristóteles

11.10.10

538. A força de uma crença

Uma crença forte demonstra apenas a sua força, não a verdade daquilo em que se acredita.

Nietzsche

10.10.10

537. Do conhecimento

Devo ensinar-lhe, Tzu-lu, no que consiste o conhecimento? Quando você sabe alguma coisa, reconhecer que sabe; e, quando você não sabe alguma coisa, reconhecer que não sabe. Isso é conhecimento.

Confúcio

9.10.10

536. O assassinato libertador

Nosso coração é tão agitado e a vida humana tão misteriosa que, mesmo num assassínio cívico, mesmo num assassínio libertador, se os há, o remorso de haver ferido um homem ultrapassa a alegria de haver servido ao gênero humano.

Victor Hugo

8.10.10

535. Do Livro do Desassossego - XXXV

Consoladora dos que não têm consolação, Lágrima dos que nunca choram, Hora que nunca soa — livra-me da alegria e da felicidade.

Ópio de todos os silêncios, Lira para não se tanger, Vitral de lonjura e de abandono - faze com que eu seja odiado pelos homens e escarnecido pelas mulheres.

Címbalo de Extrema-Unção, Carícia sem gesto, Pomba morta à sombra, Óleo de horas passadas a sonhar — livra-me da religião, porque é suave; e da descrença, porque é forte.

Lírio fanando à tarde, Cofre de rosas murchas, silêncio entre prece e prece – emche-me de nojo de viver, de ódio de ser são, de desprezo por ser jovem.

Torna-me inútil e estéril, ó Acolhedora de todos os sonhos vagos; faze-me puro sem razão para o ser, e falso sem amor a sê-lo, ó Água Corrente das Tristezas Vividas; que a minha boca seja uma paisagem de gelos, os meus olhos dois lagos mortos, os meus gestos um esfolhar lento de árvores velhinhas – ó Ladainhade Desassossegos, ó Missa-Roxa de Cansaços, ó Corola, ó Fluido, ó Ascensão!…

Que pena eu ter de rezar como a uma mulher, e não te querer como a um homem, e não te poder erguer os olhos do meu sonho como Aurora-ao-contrário do sexo irreal dos anjos que nunca entraram no céu!

Fernando Pessoa, Nossa Senhora do Silêncio

7.10.10

534. Do Livro do Desassossego - XXXIV

Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega, se furta ávida.

A vida é pois um intervalo, um nexo, uma relação, mas uma relação entre o que passou e o que passará, intervalo morto entre a Morte e a Morte.

Fernando Pessoa

6.10.10

533. Do Livro do Desassossego - XXXIII

Somos todos mortais, com uma duração justa. Nunca maior ou menor, Alguns morrem logo que morrem, outros vivem um pouco, na memória dos que os viram e amaram; outros, ficam na memória da nação que os teve; alguns alcançam a memória da civilização que os possuiu; raros abrangem, de lado a lado, o lapso contrário de civilizações diferentes.

Fernando Pessoa

5.10.10

532. Do Livro do Desassossego - XXXII

Dar bons conselhos é insultar a faculdade de errar que Deus deu aos outros.

Fernando Pessoa

4.10.10

3.10.10

530. Dei sim, e daí?

Sim, sim, sim. Sou homossexual. Mas não daqueles que gostam de fazer propaganda disso.

Gérard Lebrun